quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Teoria da Subversão Comunista Aplicada ao Brasil

A sociedade brasileira está desfalecendo e não tem ideia do porquê. Nesse vídeo o ex-agente da KGB Yuri Alexandrovitch Bezmenov, ou Thomas Schumann, explica quais são os pontos que ele foi ensinado a atacar para destruir uma sociedade.





Fimdafarsa.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

domingo, 27 de agosto de 2017

Silas Malafaia frauda versículos bíblicos tentando dar “resposta” a bispo católico e piora sua situação como enganador de evangélicos

Malafaia é colocado no seu devido lugar

Por Fernando Nascimento

O bispo católico Dom Henrique Soares explicava em um vídeo que infelizmente, os protestantes colocavam a bíblia acima da Igreja. Desde então, o esbravejante pastor Silas Malafaia correu pra fazer um pseudo “vídeo resposta” onde entre falácias e chistes, confundia o bispo com sendo um “padre” e usava erroneamente 3 versículos:  João 5,39; Mateus 22,29 e Salmo 138,2, que segundo ele, atestam a conduta protestante em colocar a Bíblia acima da Igreja. Seria isso verdade? Não!

Analisemos então os três versículos citados e fraudados pelo Malafaia:

1- Em João 5,39, ele cortou a sequência do contexto e bradou só esse trecho abaixo, desonestamente trocando o verbo “examinais” por “examinai”: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;” – desse modo, insinuava ele que Jesus mandou “examinar” as Escrituras porque nelas tem vida eterna.

Ora, o pastor Malafaia fez apenas o que todo pastor protestante desonesto faz para enganar seus seguidores, mudou o tempo do verbo e cortou a sequência das palavras de Jesus dando-lhe novo sentido como se Jesus estivesse fazendo uma imposição à leitura das Escrituras. Coisa que Jesus não está fazendo.

Na verdade, no contexto de seu pensamento, em João 5,39, Jesus está duramente repreendendo, eu disse repreendendo, os judeus que já liam (“examinais”) as Escrituras (a lei, e não a bíblia atual) sem no entanto dar bolas para Jesus, e ao que Ele ensinava.

Veja o contexto das palavras de Jesus, conforme a Bíblia protestante de João Ferreira, sem a tesoura do Malafaia:

“Examinais as escrituras, porque vós cuidais ter nela a vida eterna, e são elas que de mim testificam; e não quereis vir a mim para terdes vida. Eu não recebo glória de homens, mas bem vos conheço, que não tendes em vós o amor de Deus. Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis.” (João 5, 39-43)

Como bem explica o apologista católico Cristiano Macabeus, os judeus pensavam, imaginavam, supunham que havia vida eterna nas Escrituras que davam testemunho de Jesus, mas isso não é verdade. Não ganha vida eterna quem simplesmente lê as Escrituras. Esse é o versículo original correto e a verdadeira tradução:

ραυντε τς γραφς, τι μες δοκετε ν ατας ζων αἰώνιον χειν· (Jo 5,39)

ραυντε = Examinar (declinado para a 2ª pessoa do plural)

τς = as

γραφς, = escritos, escrituras

τι = por que

μες =Vocês

δοκετε = pensam, imaginam, supõem

ν = em

ατας = elas

ζων = vida

αἰώνιον = eterna

χειν = ter

Então juntando tudo teremos:

“Examinais as Escrituras, porque pensam ter nelas a vida eterna” (Jo 5,39)

Ou seja, Jesus está falando que os judeus iam buscar a vida eterna nas escrituras, quando na verdade ignoravam o essencial que estava na frente deles.

Se Malafaia e os que ele engana, agem hoje como aqueles judeus que preferiam as Escrituras, porque pensam que há nelas vida eterna, cabe a estes a mesma repreensão de Jesus Cristo, chefe supremo da Igreja, Igreja esta que é o seu corpo rejeitado pelo bloco do “Sola Scriptura” do Malafaia.

“Sob seus pés ele (Deus) subjugou todas as coisas e fez dele (Jesus) o chefe supremo da Igreja, qual é o corpo dele, a plenitude daquele que enche tudo em tudo." (Efésios 1,22-23)

Entendeu agora, Malafaia, que a Igreja é o corpo de Cristo e a plenitude daquele que enche tudo em tudo? – foi ela, a Igreja, que lhe proporcionou a Bíblia. Esses versículos de Efésios, também estão intencionalmente adulterados nas bíblias protestantes. Recomendo que use a tradução da Bíblia de Jerusalém.

2- O Mateus 22,29, citado por Malafaia é outra pixotada.
Ele pinçou só o trecho que diz: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.” – Também aí não é uma recomendação de Jesus à leitura das Escrituras, mas uma repreensão aos saduceus, que como os Malafaias da vida, eram aristocratas religiosos que liam as Escrituras, mas não as conheciam e faziam perguntas maldosas para derrubar Jesus.

Contra os que lêem as Escrituras e as deturpam escreveu São Pedro, o primeiro líder da Igreja: “Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.” (2 Pe 3,16)

Assim, cai por terra a insinuação malafaiana, que quem lê as Escrituras sem o Magistério da Igreja é bem informado a cerca de Deus.

3- O Salmo 138,2, foi o terceiro e último versículo citado pelo Malafaia, de onde ele leu de sua bíblia adulterada de 66 livros: “Inclinar-me-ei para o teu santo templo, e louvarei o teu nome pela tua benignidade, e pela tua verdade; pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome.”

Ora, esse versículo está completamente adulterado nas traduções protestantes, e não está dizendo nada disso nas versões católicas, apesar do mentiroso Malafaia ter dito que estava. Esse versículo nos originais, não fala das “Escrituras” e nem da “palavra” como colocaram nas bíblias protestantes.

Diz esse versículo nos originais, conforme a tradução da Bíblia de Jerusalém:
“e me prostro voltado para o teu sagrado templo. Celebro teu nome, por teu amor e verdade, pois tua promessa supera tua fama.” (Salmo 138,2)

Por aí se vê como o pastor Malafaia é desonesto. Em sua bravata onde pensava estar dando uma “resposta” ao bispo Dom Henrique, ele descaradamente, crente que estava abafando, citou dois versículos onde Jesus repreende justamente quem lia as Escrituras e nada sabia a respeito de Jesus, e ainda usou uma adulteração dos Salmos das bíblias protestantes pra fazer apologia ao “Sola Scriptura”.

É por isso que Malafaia e sua trupe sectária estão no caminho da banca rota, se esfacelando cada vez mais, e toda vez que uma refutação como esta é lida por seus seguidores, suas contas bancarias despencam e lhes apavora o pensamento de terem que procurar emprego.

Como vemos, a heresia desse pastor Malafaia é tamanha. O livre exame da bíblia, já gerou tanta confusão e separação entre protestantes, que dificilmente terá conserto.

As Escrituras como a temos hoje, é um produto da Igreja, Igreja esta que as Escrituras dizem que é “a coluna e esteio da verdade” (1Timóteo 3,15). Ler as Escrituras e mal interpretá-la, como faziam os fariseus e saduceus, não garante o amor de Deus, como diz Jesus e leva á perdição, como diz São Pedro.

E antes de tudo, negar a Igreja pode fazer pagão qualquer um, mesmo que traga as Escrituras na mão.

"Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um PAGÃO ou um publicano." (Mateus 18, 17)

Encerro essa refutação com as palavras de Lutero, pai da fé do Malafaia, e que corrige as pretensões desse indouto pastor enganador de evengélicos:

"Reconhecemos - como devemos - que muito do que eles (os católicos) dizem é verdade: que o papado possui a Palavra de Deus e o ofício dos Apóstolos, e que recebemos as Sagradas Escrituras, o Batismo, o Sacramento e o púlpito deles. O que saberíamos nós acerca disso se não fosse por eles?"
(Sermão sobre o Evangelho de São João, capítulos 14 a 16, pregado em 1537; "Obras de Lutero", vol. 24, Sn. Louis, Mo.:Concórdia, 1961, p. 304).

O Malafaia havia posto em seu vídeo um leão rindo do bispo. Mas informo ao pastor, que nesse momento, o zoológico inteiro está rindo de sua cara.


Fimdafarsa.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Lutero corrige Malafaia e admite importância da Igreja Católica diante da Bíblia

O tagarela pastor Silas Malafaia havia se indignado e gravado um vídeo pensando estar dando uma resposta ao bispo católico Dom Henrique Soares que disse que erroneamente os protestantes colocam a Bíblia acima da Igreja.

O Malafaia, ignorantemente chamava o bispo de "padre" em seu vídeo desnecessário. Seu vídeo é desnecessário porque o protestante erroneamente põe mesmo a Bíblia acima da Igreja, ignorando 1 Timóteo 3,15, onde é dito que "a Igreja é a coluna e esteio da verdade" - e não a Bíblia, seu produto.

O que Malafaia não sabia, é que Lutero, o fundador do protestantismo e pai da fé do Malafaia, havia deixado uma resposta pronta para seus exaltados seguidores que ousassem desafiar a autoridade da Igreja Católica diante da Bíblia. Veja no banner abaixo. (Clique na foto para ampliar)




Por Fernando Nascimento
Fimdafarsa.

domingo, 20 de agosto de 2017

Tiago, José, Judas e Simão: Irmãos uterinos de Jesus? - Um pouco de grego e acaba dúvida protestante

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Em vista de passagens bíblicas referentes aos "irmãos" de Jesus, os protestantes insistem na tese de que Maria teve uma penca de filhos. Se Jesus teve "irmãos" - raciocinam - Maria teve outros filhos. Mas não é bem assim.

Jesus era judeu. A cultura em que vivia, era judaica.
Ora, sabemos que o uso hebraico consagrou, com o termo "irmão" (hebraico "ah", aramaico "aha"), não só os filhos de um mesmo casal, mas ainda parentes mais diversos.

Assim Ló, sobrinho de Abraão, é chamado "irmão" deste (Cf. Gn 13,8).
Os filhos de Cis, primos de Eleazar, são igualmente designados seus "irmãos" (Cf. I Cr 23,22).

Esse era o uso semita. E tal uso se faz notar também no Novo Testamento, uma vez que, mesmo escrevendo em grego, os autores neotestamentários, influenciados pelo uso oriental, deixaram-no transparecer, chamando de "irmãos" de Jesus a pessoas que, de acordo com a Tradição da Igreja, eram filhos de um outro casal.

Tiago, José, Judas e Simão são quatro pessoas identificadas, pelos evangelistas, como sendo "irmãos" de Jesus.
Seriam filhos de José e Maria? Seriam irmãos uterinos de Jesus?
Não! Não eram, não!

Os quatro tinham outros pais.

A comprovação disso, a encontramos no texto grego do Novo Testamento. Senão vejamos.
Em Mc 6,3, segundo os melhores textos de referência (como o preparado por Westcott e Hort) lemos:

"οὐχ οὗτός ἐστιν ὁ τέκτων, ὁ υἱὸς τῆς Μαρίας καὶ ἀδελφὸς Ἰακώβου καὶ Ἰωσῆτος καὶ Ἰούδα καὶ Σίμωνος"
Que traduzido é:
"Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de JOSET ( ωστος) , e de Judas e de Simão?"

E em Mc 15,40 temos:
"Ἦσαν δὲ καὶ γυναῖκες ἀπὸ μακρόθεν θεωροῦσαι, ἐν αἷς καὶ Μαρία ἡ Μαγδαληνὴ καὶ Μαρία ἡ Ἰακώβου τοῦ μικροῦ καὶ Ἰωσῆτος μήτηρ καὶ Σαλώμη"
Que traduzido é:
"E também ali estavam algumas mulheres, olhando de longe, entre as quais também Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, o menor, e de JOSET ( ωστος), e Salomé"

Destaque-se, nas duas perícopes, o vocábulo " Ἰωσῆτος ", correspondente ao nome próprio "JOSÉ", na forma "Ἰωσῆτος" ("JOSET").
É uma variante. Uma variante muito significativa.

Essa variante "Ἰωσῆτος", usada para o nome "JOSÉ" (em português soaria "JOSET") SÓ APARECE, NO NOVO TESTAMENTO EM MC 6,3 E MC 15,40.
Ou seja, ao usar "Ἰωσῆτος", em 6,3 e 15,40, Marcos mostra claramente que refere-se, nos dois passos, à MESMÍSSIMA PESSOA, isto é, ao mesmo JOSET.

Isso é corroborado pela presença, nos dois textos, do nome de Tiago.
Em Mc 6,3: "TIAGO... E JOSET"...
Em Mc 15,40: "TIAGO... E JOSET"...
São os mesmos!
Tiago e Joset, em Mc 6,3 e 15,40 são os mesmos indivíduos.

O nome JOSÉ, em particular, é grafado no Evangelho de Marcos sempre " Ἰωσὴφ" e NUNCA "Ἰωσῆτος ", como por exemplo em Mc 15,43 (referência à José de Arimatéia (" ἐλθὼν Ἰωσὴφ ὁ ἀπὸ Ἁριμαθαίας").

Só em 6,3 e 15,40 o evangelista usa " Ἰωσῆτος". Só nessas passagens.
Em NENHUMA outra. É o mesmo indivíduo! É o "irmão" de Jesus! Assim como Tiago.

Só que em Mc 15,40 eles são ditos filhos de uma "OUTRA MARIA", consoante os dados de Mateus, referindo-se à mãe dos dois personagens:

"E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a OUTRA MARIA foram ver o sepulcro" (Mt 28,1)

Essa "OUTRA MARIA" (mãe de Tiago e JOSET), é óbvio, NÃO É a mãe de Jesus, pois sempre que se referiam à mãe de Jesus, os evangelistas o faziam abertamente, chamando-a MÃE Dele, como em Mt 12,46 e At 1,14.

Pelo que TIAGO E JOSÉ, chamados "irmãos" de Jesus eram, na verdade, filhos de uma "OUTRA MARIA". NÃO ERAM FILHOS DE MARIA DE NAZARÉ!

O mesmo para Judas, visto que era irmão de Tiago (Cf. Jd 1).
O mesmo também para SIMÃO que, conforme Hegesipo, era "PRIMO" de Jesus.

CONCLUSÃO:

TIAGO, JOSÉ, JUDAS E SIMÃO, referidos como "irmãos" de Jesus, na verdade eram apenas parentes próximos do Senhor (provavelmente primos), filhos de uma outra mulher, de uma "OUTRA MARIA", como a chama o Evangelho.

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Por Maria,
Fabio Morais



Fimdafarsa.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Pastor Agenor Duque zomba de Nossa Senhora Aparecida usando garrafa de Coca-cola. Garrafa corta-lhe o dedo e ele sangra


O pastor não era páreo nem para uma garrafa de Coca-cola


Por Fernando Nascimento

Mais uma vez, um sectário protestante, se passa a criminosamente vilipendiar a fé católica dirigindo insultos à Padroeira deste país, Nossa Senhora Aparecida.

Dessa vez, é o odioso pastor Agenor Duque, que fazendo uso de uma garrafa de refrigerante Coca-cola como se fosse uma imagem de Aparecida,  proferia seus insultos previstos como Crime Contra o Sentimento Religioso.

Seu castigo não tardou e veio ao vivo, bem na hora em que ele proferia os blasfemos insultos, pois a garrafa de Coca-cola que manipulava insinuando ser Nossa Senhora Aparecida, cortou-lhe severamente o dedo da mão que segurava o microfone.

O pastor sangrou até o final do vídeo enquanto sofismava insultando a mãe de Jesus. 

Seu insulto é vã, pois quem não é páreo para uma garrafa de Coca-cola, passa longe de atingir aquela que será proclamada “Bem-aventurada por todas as gerações”. (Lucas 1,48)


Veja no vídeo, o corte no dedo do pastor a partir dos 0:52 segundos:



O pastor Agenor Duque é um falso profeta, que tem iludido várias pessoas enfermas, inclusive com câncer, as dizendo tê-las curado e essas pessoas morreram dias depois. Confira no vídeo abaixo.






Muito diferente disso tudo, é a Sala dos Milagres de Aparecida, local onde os devotos da mãe de Jesus sempre voltam para agradecer as numerosas graças alcançadas. Confira no vídeo abaixo. 




Fimdafarsa.

domingo, 13 de agosto de 2017

Lucas Banzoli é refutado por patrologista protestante. Santo Agostinho cria na Transubstanciação

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Lucas Banzoli não toma jeito mesmo!

Com ares de patrologista improvisado, esse fedelho sai a campo para fazer exegese de S. Agostinho e situá-lo entre os negadores da Presença Real de Jesus na Eucaristia.
Como se o santo bispo fosse herege como Lucas! Como se S. Agostinho fosse protestante! 

Assim, no artigo reconhecidamente herético, intitulado: "Agostinho cria na transubstanciação?", do seu Blog de quinta categoria, diz Banzoli, muito pimpão e sem saber quão ridículo está se mostrando:

"Agostinho ensina exatamente o inverso de transubstanciação"

"Ele pede para que entendamos o comer o corpo de forma espiritual..."

"é importante mencionarmos que Agostinho em momento nenhum creu que o corpo de Cristo estivesse entre nós aqui na terra através da eucaristia..."

Tudo conversa do herege que escreve heresias e as atribui a Igreja Católica.
S. Agostinho cria na Real Presença, sim. O sem-vergonha do Banzoli está mentindo. Está mentindo de novo! Como deixa claro o historiador J.N.D. Kelly, membro da Academia Britânica, da Faculdade de Teologia da Universidade de Oxford e ainda membro fundador do conselho acadêmico do Instituto para Estudos Teológicos Avançados de Jerusalém:

"...Um veredicto judicioso haverá de concordar que Agostinho aceitava o realismo vigente à época" (Doutrinas Centrais da Fé Cristã, Vida Nova, 1994, p. 340)

E ainda:

"Não pode haver dúvida de que ele [Agostinho] partilhava o realismo aceito por quase todos seus contemporâneos e antecessores" (p. 340)

E outra vez:
                                                                         
"...Agostinho aceitava sem questionamento a identificação tradicional dos elementos com o corpo e o sangue sagrados" (p. 340)

Pouca coisa, Lucas? Ou quer mais? Que beleza! E Kelly NÃO É CATÓLICO, não. É PROTESTANTE!

Me pergunto se seria acertado trocar as palavras do abalizado patrologista inglês pelas asserções de um moleque brasileiro que mal saiu do Ensino Médio.
Me questiono se valeria a pena substituir a interpretação do renomado Kelly acerca do pensamento de S. Agostinho pela desse pirralho curioso e de voz finíssima de moçoila apaixonada. Ora, é óbvio que J,N.D. Kelly esta certo. É Óbvio que Lucas distorce miseravelmente S. Agostinho.

Sim, pois há que se considerar que, quando S, Agostinho utiliza de expressões que APARENTEMENTE apontam para um entendimento simbólico, ele está, na realidade, opondo a uma interpretação material outra, que, embora REAL, não é grosseira, como se poderia, alguma vez, imaginar.

Assim, Banzoli cita os seguintes passos do santo doutor:

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“Eles disseram, pois, para ele: o que devemos fazer para que possamos fazer as obras de Deus? E ele lhes disse: trabalhem, não para a carne que perece, mas para o que permanece para a vida eterna. O que devemos fazer? Eles perguntam; observando se seriam capazes de cumprirem este preceito. Jesus respondeu e lhes disse: isto é a obra de Deus, para que vocês acreditem naquele que me enviou. E, em seguida, para comer a carne, não a que perece, mas a que permanece para a vida eterna. Para qual finalidade você prepara o dente e o estômago? Creia, e você já terá comido”

“Evidentemente, aquele que recebe a virtude do sacramento, não apenas o sacramento visível, e na verdade interiormente, não exteriormente; aquele que come com o coração, não aquele que tritura com o dente”

“Moisés, Arão, Finéas e muitos outros que comeram o maná agradaram a Deus. Por quê? Porque entendiam o alimento visível espiritualmente, apeteciam espiritualmente, degustavam espiritualmente, de sorte que fossem saciados espiritualmente. Ora, também nós hoje temos recebido o alimento visível, mas uma coisa é o sacramento; outra, a virtude do sacramento”

“Mediante isto, aquele que não permanece em Cristo, e em quem Cristo não permanece, indubitavelmente nem ingere espiritualmente sua carne, nem espiritualmente bebe seu sangue, ainda que triture carnal e visivelmente com os dentes o sinal do corpo e do sangue”

“Não prepareis a garganta, mas o coração: por esse motivo foi recomendada esta Ceia. Eis que cremos em Cristo quando o recebemos pela fé; em recebendo-o, sabemos o que pensamos; recebemos um pequeno naco de pão e somos saciados no coração; logo, não é o que se vê que nos farta, mas o que se crê”

"Então, a cada um serão vida o corpo e sangue de Cristo, se o que se recebe visivelmente no sacramento se come na própria realidade espiritualmente, se bebe espiritualmente. Pois temos ouvido o próprio Senhor, dizendo: ‘O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos digo são espírito e vida" [Jo.6.63]”.

"Eu vos confiei um sacramento: espiritualmente entendido, ele vos haverá de dar vida”.

“Entenda espiritualmente o que eu disse; não é para você comer esse corpo que você vê; nem beber aquele sangue que será derramado por aqueles que irão me crucificar. Recomendei-lhes um certo mistério; espiritualmente compreendido, vivificará. Embora seja necessário que isso seja visivelmente celebrado, contudo precisa ser espiritualmente compreendido”.

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O herege do Banzoli tenta extrair, de passagens como essas, uma doutrina simbolista, quando S. Agostinho, na verdade, transmite o seu repúdio à uma visão canibalística (presente, por exemplo, nos ouvintes de Cafarnaum, em João 6) e inculca que o corpo e o sangue de Cristo nós o recebemos SACRAMENTALMENTE, sem, porém, deixarmos de recebê-lo VERDADEIRAMENTE, REALMENTE, como diz ainda, com muito acerto, J.N.D. Kelly, afirmando que, para S. Agostinho, (maiúsculas minhas):

"O corpo e o sangue de Cristo não são consumidos de forma física e material; o que é consumido dessa maneira é o pão e o vinho. O corpo e o sangue "SÃO, DE FATO, RECEBIDOS PELO COMUNGANTE, mas de forma SACRAMENTAL" (p.342)

Isso porque, diz ainda Kelly (maiúsculas minhas):

"Embora RADICALMENTE REALISTA, é [a doutrina de S. Agostinho] também francamente espiritualizante" (p. 341)

Assim, S. Agostinho não rejeitou a Presença Real. Antes, a expôs como ela de fato é, livre de conotações materiais absolutamente inapropriadas.

E que Banzoli, agora explique do seu modo herético as palavras que seguem, do grande bispo de Hipona, (maiúsculas minhas):

"O que vedes, caríssimos, na mesa do Senhor, é pão e vinho; mas esse pão e esse vinho, acrescentando-se-lhes a palavra, tornam-se corpo e sangue de Cristo (…). Tira a palavra, e tens pão e vinho; acrescenta a palavra, E JÁ TENS OUTRA COISA. E essa outra coisa que é? CORPO E SANGUE DE CRISTO" (Serm. 6,3)

Desnecessário é dizer que, passagens com essa, passaram longe, bem longe, do artigo do Banzoli.


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Por Maria,
Fábio Morais.



Fimdafarsa.