terça-feira, 10 de dezembro de 2019

O PROTESTANTE ALEXANDER HISLOP, É O CRIADOR DAS MENTIRAS CONTRA O NATAL



Alexander Hislop, o protestante pai das mentiras contra o Natal.




Por Fernando Nascimento.


Em 1858 um ministro protestante escocês, chamado Alexander Hislop, publicou um mentiroso livro chamado “As Duas Babilônias” para enganar os avós dos que hoje são protestantes.


Este livro alega que a religião da antiga Babilônia, sob a liderança do Nimrod e sua esposa, recebeu mais tarde disfarces de sonoridade cristã, transformando-se na Igreja Católica Apostólica Romana. Com efeito, existiriam duas “Babilônias”: uma antiga e outra moderna (a Igreja Católica). É daí que vieram os insultos protestantes que caluniam que as doutrinas católicas e a celebração do Natal são pagãs. Ainda hoje os vemos com essas quimeras na ponta da língua.



Outro pastor, Ralph Woodrow, escritor protestante, reconheceu as acusações infundadas e retirou das livrarias e substitui seu livro, que se baseava nas mentiras de Alexander Hislop.

Aponta Ralph Woodrow:

“Eis aqui um exemplo de algumas afirmações INFUNDADAS que são feitas acerca da religião da antiga Babilônia:

• Os babilônios foram a um confessionário e confessaram pecados a padres que usavam roupas de clérigo negras.

• O rei deles, Nimrod, nasceu em 25 de dezembro. Decorações redondas nas árvores de Natal e bolachas redondas de comunhão o homenagearam como o deus do sol.

• Os adoradores do sol iam aos seus templos semanalmente, no domingo, para adorar o deus do sol.

• A esposa de Nimrod era Semiramis, que alegava ser a Virgem Rainha do Céu, e era mãe de Tamuz.

• Tamuz foi morto por um javali aos 40 anos; Assim, 40 dias de Quaresma foram reservados para homenagear sua morte.

• Os babilônios choraram por ele na “Sexta-feira Santa”. Eles adoraram uma cruz com a letra inicial de seu nome.


É impressionante como ensinamentos infundados como esses circulam e se tornam críveis. Qualquer pessoa pode ir a qualquer biblioteca e consultar qualquer livro sobre a história antiga da Babilônia: nenhuma destas coisas poderá ser encontrada. Essas afirmações não possuem fundamento histórico; ao contrário, são baseadas em um monte de peças de quebra-cabeças sobre mitologia juntadas arbitrariamente.

(…) Isto foi o que procurei fazer no meu livro “Conexão Babilônia?” [que substituiu o meu livro anterior "Babilônia: a Religião dos Mistérios"]”. 
(Fonte: http://www.ralphwoodrow.org/assets/books/babylon_mystery.html?fbclid=IwAR0iroWbeBONARDrbEWmcSEtH6yAwq0M-ZAJ32t2BkvhiJfL_6rgfkYq9X8 ).


Ralph Woodrow ainda denuncia que, muitos desonestos protestantes, continuam fazendo uso destas mentiras, depois de mais de 200 anos terem sido forjadas por Alexander Hislop.

Basta chegar o Natal e eles aparecem paganizando tudo e amaldiçoando a celebração do nascimento daquele que diz seguir.


Fimdafarsa.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Réplica ao Thiago Dutra

Depois de ler um artigo do Thiago Dutra, postado pelo Chico Bento, e intitulado: "O TEXTO ADULTERADO E MAL INTERPRETADO DE INÁCIO DE ANTIOQUIA" (aqui:https://www.facebook.com/groups/oswpgrcia/permalink/1334966793320367/), pensei em responder.

Mas o Prof. Fábio Morais, depois que mostrei-lhe o artigo, me disse: - "Não! Deixa que eu faço isso"!

Concordei.

E ele fez a réplica, desmantelando, como sempre, esses tolos que só consideram os Pais da Igreja para desvirtuá-los.




Eis a matéria do Prof. Fábio:




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O Chico Bento, confesso, me fez enorme favor, quando postou um artigo do Thiago Dutra sobre uma passo da carta de S. Inácio de Antioquia aos tralianos.

Favor, sim!

Pois me proporcionou a oportunidade de desmascarar (outra vez) esse coitado que se acha teólogo e patrologista.

Não rirei da cria do Elisson Freire, porque expor-se ao ridículo como ele fez, não tem graça nenhuma...
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Seria o Chico Bento fake do Thiago Dutra???

Talvez!

É possível.


Mas isso pouco me interessa...


Interessa é que o artiguete postado não vale um vintém furado.


A análise das tolices do Thiago Dutra, prefiro fazê-la, aqui, começando pelo final do texto dele.



A conclusão do herege é a seguinte:



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Baseado nas provas [sic!] apresentadas, só nos resta concluir duas coisas:

1- Inácio não cria que quando morresse estaria orando pelos vivos, nem que havia pessoas fazendo isso;

2- A citação que os católicos romanos usam pra defender uma crença desenvolvida apenas em meados do terceiro Século, é adulterada.
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Bom, a "adulteração" à qual o herege se refere, estaria na tradução, feita por Ivo Storniolo e Euclides M. Balancin, da seguinte passagem da carta de S. Inácio ao tralianos (13,3):




"αγνιζεται υμων το εμον πνευμα, ου μονον νυν αλλα και οταν θεου επιτυχω. ετι γαρ υπο κινδυνον ειμι· αλλα πιστος ο πατηρ εν Ιησου Χριστω πληρωσαι μου την αιτησιν και υμων· εν ω ευρεθειημεν αμωμοι.(ver aqui:http://www.textexcavation.com/greekignatiustrallians.html


Os referidos tradutores católicos, na "Coleção Patrística",da "PAULUS" (2017, p.101) assim trazem a passagem (versal minha):



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"Meu espírito se SACRIFICA por vós, não somente agora, mas também quando eu chegar a Deus. Eu ainda estou exposto ao perigo, mas o Pai é fiel, em Jesus Cristo, para atender minha oração e a vossa. Que sejais encontrados nele sem reprovação."
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Para o herege, a PAULUS "falsificou" o texto de S. Inácio.

A tradução correta, para o Thiago, seria "SANTIFICA" e não "SACRIFICA".

E para "provar" a suposta adulteração, o Dutra agarra-se ao "New Advent", que traz (versais minhas):


"Let my spirit be SANCTIFIED by yours, not only now, but also when I shall attain to God." (aqui: http://www.newadvent.org/fathers/0106.htm)


O "New Advent" e...SÓ!

Tal a âncora do patrologista improvisado.


O Thiago não traz mais NENHUMA TRADUÇÃO QUE VERTA DESSA FORMA.

NENHUMA!

Para ele:


"....a versão do New Advent é mais confiável..."


O "filhinho" do Elisson desconsidera traduções como a
do "E-CRISTIANISMO", site PROTESTANTE, declaradamente ANTICATÓLICO mas que traz A MESMA TRADUÇÃO DA PAULUS (aqui: http://www.e-cristianismo.com.br/historia-do-cristianismo/pais-apostolicos/inacio-de-antioquia-epistola-aos-da-tralia.html{


Para ele, só o New Advent" traduz com correção.

As demais traduções (sobretudo a da PAULUS) estão truncadas...


Que beleza!


Um moleque que nunca teve uma aula de grego na vida e que demonstra os seus "conhecimentos" desse idioma pincelando aqui e ali, na Internet, se julga apto a contrariar tradutores experientes (católicos E PROTESTANTES) para, apegando-se ao "New Advent", acusar TODAS AS OUTRAS traduções de "falsificadas"!!!

Oh! Falou o suprassumo da Patrologia!


Rasguemos, então, TODAS as traduções das cartas inacianas que vertem como a da PAULUS.

Estão TODAS erradas!

Só a da "New Advent", avalizada pelo grande "patrologista" Thiago Dutra, está correta.


Esse arrogante não passa de um IGNORANTE, isto sim!


Consideremos, em primeiro lugar, o texto grego transliterado (versais minhas):



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"αγνιζεται υμων το εμον πνευμα, ου μονον νυν αλλα και οταν θεου επιτυχω. ετι γαρ υπο κινδυνον ειμι· αλλα πιστος ο πατηρ εν Ιησου Χριστω πληρωσαι μου την αιτησιν και υμων· εν ω ευρεθειημεν αμωμοι."


" HAGNIZETAI humon para emon pneuma ou monon nun, alla kai hotan theou epitucho. eti gar hupo kindunon eimi; alla pistos ho pater pt Iesou Christo plerosai mou dez aitesin kai humón, en ho heuretheiete amomoi."
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HAGNIZETAI ["αγνιζεται"]!!!


É o "eureka" do Thiago Dutra!


Sim!


Pois é nesse termo grego que ele baseia-se TODA a sua argumentação, no artigo ora considerado.

Alega o herege que o termo deriva de "HAGNOS" ["αγνος"],
que por sua vez significa, nos léxicos e no texto grego da Bília: "puro", "puro de sensualidades", "casto", "recatado", "imaculado", "limpo"...

E então ele cansa os leitores com uma enxurrada de citações da Septuaginta que nada fazem além de encher linguiça....

Para o herege, está claro, a tradução correta é "SANTIFICA" e não "SACRIFICA", no trecho ao tralianos, já referido.

Não é um gênio, esse moleque ?

Não é não!


É outro tolo sem formação, outro leigo curioso!


Ora, o campo semântico de "HAGNOS" ["αγνος"] não é
tão estreito como pretende o Thiago Dutra, de modo que o termo e seus derivados impliquem ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE em santidade moral, na ausência das impurezas do corpo em relação aos preceitos divinos.

TAMBÉM PODE significar isso.

TAMBÉM!!!

Ninguém o nega.


Mas ele,"αγνος", ressalta sobretudo uma pureza CERIMONIAL.



Como bem diz o http://erika000.comunidades.net/santo-sagrado-original-grego-e-hebraico (versais minhas):


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"αγνος (hagnos) está provavelmente relacionada a αγιος. Significa especificamente puro, mas, é provável, unicamente num SENTIDO CERIMONIAL...
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Daí a RELAÇÃO do termo "αγνος" ("hagnos") com "SACRIFÍCIO", no sentido de algo ser "entregue" a Deus como oblação pura.




Isso, por si, JÁ JUSTIFICARIA A TRADUÇÃO DA PAULUS:



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"Meu espírito se SACRIFICA por vós ..." - diz S. Inácio
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Ou seja: -- "Eu "ofereço", "consagro" por vós o meu espírito...



Com efeito o correspondente hebraico do vocábulo grego é "קדֶשׁ" (kodesh), que, segundo o mesmo http://erika000.comunidades.net/santo-sagrado-original-grego-e-hebraico SIGNIFICA (versais minhas):



“...separado”, “santidade”, “sacralidade”, “posto à parte”...
“celebrar”, “CONSAGRAR”, “DEDICAR”, “purificar”, “santificar”..."


NESSE SENTIDO é que S. Inácio diz que o seu espírito "SE SACRIFICA"!!!


Tanto a tradução da PAULUS como a de qualquer outra igual a ela, ESTÃO CORRETAS, desde que considere-se com atenção a etimologia do termo grego DENTRO DO SEU CONTEXTO PRÓXIMO E REMOTO.


Ainda.



HAGNIZETAI ["αγνιζεται"] importa igualmente nessa "entrega" em sacrifício que acabo de referir.



Com efeito, assim diz o https://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=https://lists.ibiblio.org/pipermail/b-greek/2009-May/049276.html&prev=search (versais minhas):




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"Hagnizetai no texto em questão [ Inácio aos Tralianos 13,3]
pode certamente significar "faz-se santo" ou "SE OFERECER
SACRIFICIALMENTE"
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Assim, S. Inácio está enfatizando a sua doação, a sua entrega, o seu empenho pelos seus irmãos em Cristo.



E essa nuance ("EMPENHO"), subjacente à intenção inaciana expressa por termos gregos de ampla significação, a reconhece outro site PROTESTANTE, o 'MONERGISMO', que assim traz a passagem (versais minhas):



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"Meu espírito POR VÓS SE EMPENHA, não apenas agora, também quando com Deus me encontrar. Ainda estou em perigo, mas o Pai é fiel para cumprir em Jesus Cristo o
meu e o vosso pedido. Oxalá vos encontreis irrepreensíveis nele. (Aqui: http://www.monergismo.net.br/textos/livros/Carta-de-Inacio-aos-Tralianos.pdf)
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Não há dúvida alguma quanto à legitimidade da tradução da PAULUS e daquelas que como ela vertem.

S. Inácio afirma claramente que se oferece a si mesmo, qual sacrifício, pelos seus irmãos, empenhando-se por eles.

E diz ainda que o faria DEPOIS QUE CHEGASSE NO CÉU (versais minhas):


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"não somente agora, MAS TAMBÉM QUANDO EU CHEGAR A DEUS".
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E aqui abro um parêntesis para ressaltar que MESMO SE O THIAGO DUTRA ESTIVESSE CORRETO (o que é falso!) e a tradução "se SANTIFICA" (advogada por ele) se impusesse como absoluta... ....AINDA ASSIM CONTINUARIA DE PÉ O ENTENDIMENTO DE QUE S.INÁCIO PROCURARIA NOS BENEFICIAR QUANDO ESTIVESSE JUNTO DE DEUS, NO CÉU.


S. Inácio "se SANTIFICARIA" por nós , como quer o Thiago Dutra ????

Seja!

Mas o grande mártir afirma que o faria TAMBÉM NO CÉU!!

Ou não afirma, Thiago ?

Ora, como ele o faria, Thiago Dutra ?

Seja de que forma for (qualquer uma!) temos indiscutível o fato de que no Céu ele continuaria A NOS BENEFICIAR!



Porque no Céu ele "se SANTIFICARIA" (admitindo-se a tese do Thiaho) ...POR NÓS!!!!


E isso implica O AUXÍLIO DELE PARA CONOSCO!

NO CÉU!!!!

Logo, a tradução da passagem, em última análise é, para a questão maior que envolve o texto, de importância secundária.

Importa é que S. Inácio prometeu nos auxiliar quando estivesse na glória (versais minhas):

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"...POR VÓS, não somente agora, mas também QUANDO CHEGAR A DEUS".
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De sorte que seria evidentemente absurdo cogitar que S. Inácio se opunha a qualquer pedido de intercessão feito a ele, depois que morresse, por nós que ainda peregrinamos nesta terra.


O coitado do Thiago Dutra fez um escarcéu enorme por nada!


Claudicou na exegese e não desfez a conclusão óbvia que nós, católicos, defendemos.

Estude um pouquinho mais, pivete!

Chico Bento:

ARRUME COISA MELHOR!!!


Por Maria,


Fábio Morais.